Entrelinhas Conteúdo & Forma

Resolução CVM 244 · Pratique ou explique a partir de 2027

Reportar virou escolha. E toda escolha, agora, precisa ser defensável.

Em maio de 2026, a Resolução CVM 244 tornou voluntário o relato de sustentabilidade sob os padrões ISSB. Mas quem adere assume um compromisso de três anos sob o padrão integral — e, a partir de 2027, quem não adere precisa justificar publicamente. Antes de decidir o seu caminho, saiba exatamente onde o seu relatório está.

O que mudou — e o que não mudou

A obrigatoriedade caiu. A pressão, não.

Bancos, fundos, seguradoras e cadeias globais de suprimento seguem exigindo dados ambientais e climáticos de quem capta recursos ou exporta: voluntário na lei, esperado na prática. E o mecanismo pratique ou explique transforma o silêncio em declaração — uma justificativa genérica para não reportar é, ela mesma, um risco de greenwashing.

A pergunta da diretoria deixou de ser “temos um relatório?” e virou “nossa decisão de reportar — ou não — se sustenta?”

Se optar por reportar

Compromisso de três exercícios consecutivos sob o padrão CBPS/ISSB integral. Não cabe um relatório frágil e pontual: a qualidade precisa se sustentar por três ciclos, sob os olhos do mercado.

Se optar por não reportar

A partir de 2027, é preciso justificar publicamente a decisão ao mercado. Uma explicação genérica sinaliza fragilidade e atrai justamente o escrutínio que se queria evitar.

O que fazemos

Lemos o seu relatório como quem vai contestá-lo.

Não avaliamos o quanto a sua empresa é sustentável. Avaliamos o quanto o seu relato é maduro, verificável e alinhado aos frameworks reconhecidos — GRI, SASB e IFRS S1/S2. Cada lacuna apontada vem vinculada à norma que a exige, com a citação do próprio documento.

Exemplo ilustrativo de trecho sinalizado

“Somos referência em sustentabilidade no setor e reduzimos significativamente nossas emissões nos últimos anos.”
Superlativo sem prova · Dado ausente. Não há indicador, linha de base nem período que sustente “referência” ou “significativamente”. Em uma leitura crítica — de investidor, imprensa ou órgão regulador — a frase enfraquece o relatório inteiro, inclusive as partes bem fundamentadas. Referência: GRI 305-1/305-2 · IFRS S2 (metas e desempenho climático)

Método

Seis dimensões, cada uma ancorada em norma.

O relato recebe uma nota de 0 a 100 e um nível de maturidade — Iniciante, Em Desenvolvimento, Estruturado ou Líder. A análise é acelerada por inteligência artificial e revisada por especialista; citações que não podem ser confirmadas literalmente no documento são sinalizadas, em vez de tratadas como fato.

01MaterialidadeOs temas priorizados vêm de um processo defensável, com stakeholders?
02Conformidade TécnicaO relato cumpre o que GRI, SASB e IFRS S1/S2 efetivamente exigem?
03AuditoriaHá verificação externa — e sobre qual escopo, exatamente?
04Consistência de DadosAs séries fecham entre anos, com metodologia e unidades declaradas?
05Equilíbrio NarrativoO documento admite o que deu errado ou só celebra conquistas?
06Comunicação e AcessoO leitor encontra o que procura — sumário, índice, acessibilidade?

O que você recebe

Um diagnóstico que orienta decisões.

Score e radar por dimensão

Nota de 0 a 100, nível de maturidade e o radar das seis dimensões.

Sumário executivo e roadmap

As próximas ações priorizadas por esforço e impacto — a página que vai à diretoria.

Leitura GRI e mapeamento SASB

O relato sob a ótica GRI e os indicadores SASB do seu setor.

Exposição a greenwashing

Trechos vagos ou sem lastro sinalizados, com sugestão de reescrita técnica.

Referências normativas

Cada recomendação ancorada na norma oficial, com a fonte para consultar.

Trajetória entre ciclos

Para quem já publica há alguns anos: o que evoluiu, o que estagnou, o que regrediu.

Próximo passo

Comece pelo raio-X do seu relatório atual.

Enviamos uma leitura preliminar do seu último relatório publicado, sem compromisso. Você vê o método aplicado ao seu próprio documento antes de decidir qualquer coisa.

(51) 99366-8649  ·   ·  www.entrelinhas.inf.br